INTRUÇÕES À CORTAZAR Homenagem de Cronópios, Famas e Esperanças

CONVITE VIRTUAL_Instruções a CortázarEm 2014, Julio Cortázar teria feito 100 anos se não tivesse falecido há 30.

Para homenagear o escritor de O Jogo da Amarelinha, Bestiário e tantos outras obras hoje clássicas, escritores veteranos e estreantes se juntaram para escrever histórias inspiradas em um livro seu menos conhecido: Histórias de Cronópios e de Famas.

O lançamento da antologia será dia 06 de maio, a partir das 19h, no Palacete dos Leões, na Av. João Gualberto, em Curitiba/PR.

Será uma imensa alegria receber você.

INTRUÇÕES À CORTAZAR
Homenagem de Cronópios, Famas e Esperanças

Coordenação da antologia: Carlyle Popp 
Autores:
Andressa Barichello
Antonio Carlos Viana 
Antônio Torres 
Carlyle Popp 
Eduardo Bettega 
Gabriel Marins 
Giovanna Lima 
Isabel Furini 
Izabela Loures 
João Anzanello Carrascoza 
José Tucón
Lindsay Gracia Colle 
Majeda Popp 
Marina Carraro
Mayra Corrêa e Castro 
Monica Kukulka 
Nando São Luiz 
Otto Leopoldo Winck 

Editora Juruá, 2014.

Lista TREZE – Nando São Luiz

às vésperas do novo ano astral, vamos dialogar sobre o ano passado. Como tudo aconteceu, o que passou e o que ficou. Uma simples listinha…

Música – Wake UP! (Aloe Black)
Mais ouvida – Tudo está parado (Humberto Gessinger)
Fundo do baú – Jambalaya (Shocking Blue)
Viagem – Europa
Banda – Móveis Coloniais de Acaju
Livro – Cem anos de solidão (Gabo)
Dia – 18 de novembro
Poema – em la lucha de classes / todas las armas son buenas / piedras/ noches / poemas
Conto – Todos de Rasïf
Solo de guitarra – John Mayer no chão do Palco Mundo do Rock in Rio
Trilha de baixo – Humberto Gessinger em “Tudo está parado”
Voz – Carla Bruni
CD – Tudo Tanto (Tulipa Ruiz)
Show – Aerosmith / Humberto Gessinger
Filme – Cisne Negro
Jogo de futebol – Brasil 3 x 0 Espanha
Site – Som13
Presente – Canivete Suíço
Objeto – Mapa
Cena de novela – Stênio e Helô reatando o casamento (!Salve Jorge! – sim você leu cantando)

amor, diminuto amor

Eu a quis como jamais ousei querer alguém.

Ela, muito alta, linda e perfeita.
Tanto fiz que consegui.
Depois da conquista contei-lhe diversos segredos e quase-sem-querer deixei escapar que usava saltos dentro dos sapatos para me aproximar do seu ombro.
As mentiras não passaram em branco. Ela, chorando, me deixou. Disse que era baixo demais.

Terra de GIGANTES – Humberto Gessinger

Hey mãe!

Eu tenho uma guitarra elétrica
Durante muito tempo isso foi tudo que eu queria ter

Depois veio o violão, a bateria, o piano, a gaita… a máquina de escrever.

Mas, hey mãe!
Alguma coisa ficou pra trás. Antigamente eu sabia exatamente o que fazer; com a guitarra, a gaita… a caneta e o bloco de notas

Hey mãe!
Tem uns amigos tocando, escrevendo, lendo e bebendo café comigo.
Eles são legais e, além do mais, não querem nem saber do que eu não sei.
Pois agora, lá fora, o mundo todo é uma ilha – um pedaço de terra cercado de letras.
A milhas e milhas e milhas de qualquer lugar.

Nessa terra de gigantes… quem tem um olho é rei; quem tem voz, tem vez; quem tem?
“Vocês já ouviram tudo isso antes?”
A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes. Daquele que não vivo sem.

As revistas, as revoltas, as conquistas daquela juventude, são heranças, são motivos pras mudanças de atitude
Os discos, as danças, os riscos da juventude
A cara limpa, a roupa suja, a cara-pintada, a roupa preta
Esperando que o tempo, mudo, mude

Nessa terra de gigantes, quem é rei?; e tudo isso já foi dito antes
A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes; a mulher é uma deusa numa de absorvente; o homem um panaca numa de cerveja; o velho e a velha, velhos numa outra qualquer…

Hey mãe!
Eu já não esquento a cabeça; só a água pro chimarrão.
Durante muito tempo nem isso eu podia fazer.
Mas, hey hey mãe! Por mais que a gente cresça há sempre alguma coisa que a gente não pode entender.
Por isso, mãe, só me acorda quando o sol tiver se posto.
Eu não quero ver meu rosto antes de anoitecer – e foda-se o horário de verão!

Pois agora, lá fora, todo mundo é uma ilha cercada de gente por todos os lados
A milhas e milhas e milhas…

Nessa terra de gigantes onde quem tem é; trocam vidas por diamantes; e diamantes por amores impossíveis.
A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes. – só tem pepsi, pode ser? – não.

—————————————————————–

Eu sempre tive medo de revisitar essa canção. Clichê para alguns, chiclet para outros. Para mim, um clássico da MPBROCK8090OITOVIRADO. Mas o fiz, despretensiosamente, para anotar um momento único da vida. Hey mãe, aqui dentro também bate um coração. Todo descompassado e completamente desafinado; mas um coração.

Dedicado aos Monk´s. Premeditado aos montes.

 

Fim de ano

Vai chegando o final do ano…

Prestemos atenção nas pequenas coisas. Nelas estão as mais expressivas condições artísticas.

Como Bob Marley fez. Criou um clássico com três pequenos pássaros…